Quarta-feira Santa: O Confronto com a Traição

Quarta-feira Santa: O Confronto com a Traição

O traidor (Judas) perguntou: “Acaso sou eu, rabi?” Ele então logo ouviu: “Tu o disseste!” (Mt 26,25).

1 – Amor vs. Covardia: Estamos acompanhando as narrativas da Paixão do Senhor Jesus, fruto do Seu amor por nós e de nossa traição e covardia em relação ao nosso Salvador. Ninguém fez por mim, por nós, o que Jesus fez. Ele veio ao nosso encontro, nasceu pobre e assim viveu. Não nos acusou, mas carregou nossa cruz e nela ofereceu Sua vida pela nossa redenção. Nós temos medo do sofrimento, e é normal; mas Ele o enfrentou, mesmo sendo torturado injustamente. Não nos traiu, mas nos salvou.

2 – A Fidelidade na “Hora” Decisiva: Jesus sabe que Sua “hora” está chegando. Pede ao Pai que seja liberto dela, mas reafirma Sua fidelidade com o projeto assumido. O Pai não O castiga, como afirmam alguns; Ele está, com o Espírito Santo, ao lado do Filho amado. Deus Pai, infinitamente ofendido pelo pecado da humanidade, vai ao encontro da mesma para salvá-la. Só o Filho, feito homem, podia realizá-lo. Realizou. Por isso, ressuscitou. Venceu. É glorificado para sempre.

“Nosso Deus é assim: Amoroso-misericordioso (Ef 2,4). Tem o céu a nos oferecer e quer nos livrar da condenação.”

3 – O Convite ao Perdão: Deus vai ao encontro dos infiéis e lhes oferece o próprio Filho amoroso para nos arrancar do mal e da condenação. O perdão é um ato divino. Vamos sentir, nesta Páscoa, o amor do Pai? A resposta é nossa e é esperada ansiosamente. Vamos dar esta alegria à Santíssima Trindade? Ela nos espera.


+ Dom Carmo João Rhoden, SCJ
Bispo Emérito de Taubaté-SP

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