Dom Pedro Fedalto: Um Século de Caminhada no Senhor
A partida de um pastor dedicado a Curitiba e ao Paraná, devotado aos pobres, aos enfermos e à Igreja
Tributo Pastoral e Pessoal ao Arcebispo Emérito de Curitiba (1926–2026)
“Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé.” (2Tm 4,7)
“Dom Pedro nos ensina, com seu século de vida, que a perseverança é também uma forma de santidade.” — Dom Anuar Battisti
Ao completar 100 anos e 2 meses de vida, encerrou sua peregrinação terrena e partiu para a casa do Pai Dom Pedro Antônio Marchetti Fedalto, Arcebispo Emérito de Curitiba. Não se trata de lamentar uma perda, mas de render graças a Deus por um século de doação plena ao Evangelho, ao povo paranaense e ao cuidado concreto com os doentes e necessitados, deixando um rastro de humildade, paternidade espiritual e serviço irrestrito.
Marcos de um Século de Fidelidade e Serviço Pastoral
| Dimensão da Vida | Ação Externa e Histórica | Testemunho Espiritual e Humano |
|---|---|---|
| Governo Pastoral (1970–2004) | Condução da Arquidiocese de Curitiba por 33 anos; organização da histórica visita de São João Paulo II em 1980. | Apascentar com serenidade, escuta atenta e dedicação paterna aos sacerdotes, seminaristas e leigos. |
| Amor aos Pobres e Enfermos | Atuação marcante e duradoura na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba. | Concretização de Mateus 25,36 (“estive doente e me visitastes”); fé viva traduzida na caridade do cuidado físico e espiritual. |
| Afé e Amizade Pessoal | Acompanhamento fraterno que se estendeu desde os tempos de seminário até a celebração do seu centenário. | Exemplo constante de simplicidade e perseverança discreta, inspirando gerações de sacerdotes e bispos. |
Aprenda com o Legado de Dom Pedro Fedalto
- A Santidade da Perseverança: Em um mundo que busca holofotes e reconhecimento imediato, Dom Pedro ensina que a edificação do Reino se faz na entrega diária, silenciosa e fiel.
- Caridade sem Protocolos: O serviço aos doentes na Santa Casa de Curitiba evidencia que a fé genuína se expressa em gestos concretos de compaixão e defesa da dignidade humana.
- Paternidade e Escuta Fraterna: Exercer a autoridade eclesial não como dominação, mas como amor servidor (Jo 21), acolhendo a todos com serenidade e simplicidade.
- Esperança na Ressurreição: A dor da despedida é consolada pela fé pascal, inspirando os fiéis a continuarem a caminhada com fé, esperança e caridade.
“Dom Pedro compreendeu que a fé sem obras é vazia, e que o cuidado com o corpo enfermo é também cuidado com a alma. Sua presença não foi um gesto protocolar, mas expressão de uma espiritualidade que unia oração e ação.”
Dai-lhe, Senhor, o descanso eterno, e que a luz perpetua o ilumine. Que a sua memória continue a inspirar todos os que servem a Igreja e cuidam dos mais vulneráveis. Caminhai no Senhor! Amém.