Terça-feira Santa: O Beijo e a Negação
“Darás tua vida por mim? Em verdade te digo: o galo não cantará antes que me tenhas negado três vezes.” (Jo 13,38)
1 – Judas e os Judas de Hoje: Olhamos para trás como seres históricos, mas com o objetivo de melhorar nosso presente. No mundo atual, não faltam “Judas”. A diferença é que Jesus sabia quem o haveria de trair, e nós, muitas vezes, não. Há quem traia com um beijo e quem o faça brutalmente pelas costas. O pecado continua fazendo escala e encontrando seguidores.
2 – O Medo de Pedro e o Canto do Galo: Pedro quis saber quem trairia o Mestre, mas esqueceu-se de interrogar a própria consciência. Ele negou Jesus diante de uma simples empregada. Quando o galo cantou, Pedro chorou amargamente ao perceber a baixeza de sua atitude.
“Se, hoje, os galos cantassem diante de todas as traições existentes, ninguém mais conseguiria dormir.”
3 – A Traição na Eucaristia: Não basta apontar quem trai Jesus no discipulado; cabe a nós não fazê-lo. Receber a Eucaristia de forma irresponsável ou sem compromisso é, também, uma forma de trair. É repetir o gesto de Judas ou a fraqueza de Pedro.
4 – A Fidelidade de Cristo: Jesus assumiu Sua missão e foi fiel até o fim. Ele nunca nos traiu; ao contrário, ofereceu Sua vida e, do alto da cruz, ainda nos perdoou. Se rezarmos com a humildade do “bom ladrão”, ouviremos a mesma promessa consoladora: “Ainda hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23,43).
Reflexão: Que nesta Semana Santa possamos fortalecer nossa formação cristã para que o nosso “sim” a Jesus seja autêntico e resistente às pressões do mundo.