Quinta-feira Santa: A Instituição do Sacerdócio e da Eucaristia
“Fazei isto em memória de mim!” (Lc 22,19)
1 – O Mistério dos Mistérios: A Santíssima Trindade ultrapassa infinitamente nossa capacidade de intelecção. O mistério de Jesus — dupla natureza e uma só pessoa — é algo pessoal e único. No entanto, é facilmente aceitável, uma vez que a revelação nos garante: “O Verbo se fez carne” (Jo 1,14). A divindade e a humanidade de Cristo são inseparáveis e inconfundíveis na composição de Sua pessoa. Nunca chegaremos a entendê-lo plenamente, mas podemos admirá-lo, sendo-lhe gratos eternamente.
2 – Dois Sacramentos na Santa Ceia: Na mesma Santa Ceia, Jesus nos brinda com dois sacramentos: o Sacerdócio e a Eucaristia, sendo esta o sacramento dos sacramentos. Assim, Jesus surpreende os apóstolos de outrora, e a nós hoje, inclinando-se e lavando os pés dos apóstolos. Até Pedro achou que isso era demais, mas Jesus foi taxativo: “Se eu não te lavar os pés, não terás parte comigo”. Só então Pedro acedeu.
“João define Deus como Amor (1 Jo 4,8.16) e acrescenta que Ele ‘nos amou por primeiro’. Isso nos deixa embasbacados e, ao mesmo tempo, sumamente felizes.”
3 – O Serviço como Fonte de Alegria: Ato contínuo, Jesus lavou os pés dos discípulos e os enxugou. Assumiu a atitude de servo mesmo sendo o Senhor e insistiu: “Sereis felizes se o repetirdes também”.
- Por que muitos perderam a alegria da vida? Porque não sabem amar e, não sabendo amar, não sabem servir. Não conseguem tornar-se verdadeiros discípulos.
- Um exame de consciência necessário: Devemos ser honestos: gostamos de ser servidos, mas não de servir. Nós, presbíteros, ainda não o constatamos? Os leigos não o percebem? Os não cristãos não se escandalizam? Isso é contratestemunho.
Peçamos a Jesus que não lave novamente os nossos pés, mas a nossa consciência.
4 – Abençoado e feliz dia do Sacerdócio e da Eucaristia!