O Perdão Restaura os Corações!

O Perdão Restaura os Corações!

A misericórdia sem limites como oxigênio para purificar o mundo do ressentimento e da polarização

13 de Setembro de 2026 — 24º Domingo do Tempo Comum (Eclo 27,33-28,9; Rm 14,7-9; Mt 18,21-35)


“O perdão é o oxigênio que purifica o ar poluído pelo ódio, é o antídoto que cura os venenos do ressentimento, é o caminho para desarmar a raiva e curar tantas doenças do coração que contaminam a sociedade. O perdão restaura o coração de quem o recebe e de quem o concede!” — Dom Anuar Battisti

A Palavra de Deus proposta para o 24º Domingo do Tempo Comum apresenta-nos um Pai que ama sem cálculos e nos convida a assumir essa mesma atitude de misericórdia ilimitada para com os irmãos. Em tempos marcados por discórdias e polarizações virtuais, o perdão cristão surge como o único caminho capaz de romper o ciclo da autorreferencialidade e restaurar a convivência humana.

Síntese Teológico-Pastoral da Liturgia da Palavra

Textos Sagrados Mensagem Teológico-Pastoral
1ª Leitura (Eclo 27,33-28,9) Rancor e ódio são sentimentos maus que geram sofrimento. É ilógico e contraditório esperar o perdão de Deus enquanto nos recusamos a perdoar o próximo.
2ª Leitura (Rm 14,7-9) Seja na vida ou na morte, pertencemos ao Senhor. As diferenças secundárias não podem superar a unidade fundamental que temos em Cristo.
Evangelho (Mt 18,21-35) Jesus exige perdoar “setenta vezes sete”, abolindo a contabilidade humana. O perdão recebido de Deus deve necessariamente transformar nossas relações.

Eixos Fundamentais para o Discipulado Autêntico

  • A Lógica do Perdão Anterior: O perdão de Deus sempre nos precede e nos impele. A nossa capacidade de acolher e estender a misericórdia aos outros é a consequência direta de termos sido salvos e perdoados por Ele.
  • A Superação das Violências e Opressões: A parábola do servo impiedoso denuncia a incoerência daqueles que acumulam graças espirituais, mas continuam impondo dureza e opressão sobre os mais fracos.
  • Antídoto para a Cultura das Redes: Frente ao clima de hostilidade, busca de poder e agressividade que proliferam nas redes sociais, o Evangelho nos desafia a compartilhar a paz e abandonar a busca pelo lucro egoísta.
  • O Perdão Como Sinal de Força: Longe de ser fraqueza ou ingenuidade, oferecer a reconciliação sincera exige coragem e torna-se a marca registrada de quem pertence de fato a Jesus Cristo.
“Viver em comunidade requer disposição para perdoar, compartilhando com os outros o perdão recebido. Requer decisão de romper o ciclo da autorreferencialidade interesseira.”

Que a graça deste domingo nos conceda a decisão de perdoar sem medida, para que as nossas famílias e comunidades sejam verdadeiramente restauradas pelo amor de Deus! Amém.


+ Anuar Battisti
Arcebispo Emérito de Maringá, PR

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