Sexta-feira Santa: Meditação das Sete Palavras na Cruz
“A cruz está diante de nós como o lugar onde o amor de Deus se revela até o fim.”
Irmãos e irmãs, hoje a Igreja se cala. Não celebramos a Eucaristia, mas nos reunimos para contemplar a Paixão do Senhor (Jo 18,1 – 19,42). Do alto da cruz, Jesus nos fala palavras poucas, mas carregadas de um sentido que ilumina toda a nossa existência.
O cumprimento da Promessa
A primeira leitura de Isaías apresenta o Servo Sofredor: “Ele foi ferido por causa de nossos pecados” (Is 53,5). Jesus não sofre por acaso; Sua cruz é redenção. É nesse cenário que Suas últimas palavras ecoam:
- Misericórdia: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. O amor que salva é o amor que perdoa.
- Esperança: Ao malfeitor arrependido, Ele garante: “Hoje estarás comigo no paraíso”. Nenhuma vida está perdida quando se abre a Deus.
- Comunhão: A Maria e ao discípulo, diz: “Mulher, eis o teu filho… Eis a tua mãe”. Na dor, nasce a Igreja como comunidade que reúne.
- Solidariedade Humana: No grito “Meu Deus, por que me abandonaste?”, Jesus assume a nossa noite da dor e a transforma em oração.
- Sede de Almas: Ao dizer “Tenho sede”, o Criador revela Sua necessidade de nós, de nossa resposta ao Seu amor.
- Fidelidade: “Tudo está consumado”. Não é o fim de um derrotado, mas a conclusão de uma missão levada ao extremo.
- Entrega Final: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”. A cruz termina na confiança absoluta e na obediência total.
“A cruz não é apenas dor, é redenção. Ela revela o amor de Deus e revela também a nossa resposta diante desse amor.”
Uma Decisão Diante do Madeiro
A Carta aos Hebreus