Solenidade da Anunciação do Senhor
“Não temas, Maria! Encontraste graça junto de Deus. Eis que conceberás no teu seio e darás à luz um filho, e o chamarás com o nome de Jesus”. (Lc 1, 30-32)
1 – Um Mistério Cristocêntrico: A Anunciação do Senhor, outrora vista sob um cunho decididamente mariano, hoje é compreendida em sua essência cristológica. O centro do mistério salvífico e de toda a história é o Messias anunciado. Devemos nos tornar “cristocentricamente trinitários”: o Pai envia o Filho, e Maria O acolhe pelo poder do Espírito Santo. Somos gratos ao Pai (Abba), felizes com o Verbo Encarnado e agradecidos ao Espírito, nosso pedagogo no discipulado.
2 – Maria, a Cheia de Graça: Maria é excelsa porque o Senhor está com Ela. Sendo o Santíssimo, Cristo não poderia proceder de alguém maculado; por isso, Ela é a Imaculada, escolhida e qualificada pela Santíssima Trindade desde sempre. Temos um só Redentor, Jesus Cristo, que quis tornar-se homem para que nós pudéssemos fazer a experiência de nos tornarmos filhos de Deus, chamados à santidade.
“Jesus quis fazer a experiência de tornar-se homem, para que nós pudéssemos fazer a experiência de tornar-nos filhos de Deus.”
3 – O “Sim” que nos Desafia: Maria assumiu sua missão com fé, amor e dedicação total. Ela colaborou de corpo, alma e coração com Deus. E nós hoje? Como a imitamos? Não basta construirmos belos santuários como Lourdes, Aparecida ou Fátima; é preciso que nós mesmos sejamos templos da Santíssima Trindade.
Conclusão: É preciso saber repetir hoje: “Faça-se em mim a tua Palavra” (Lc 1,38). Não basta que Cristo tenha nascido outrora se hoje Ele não for acolhido, amado e servido. Em um mundo laicizado e por vezes hostil, nossa fidelidade reside em colaborar na construção do Reino de Deus. Obrigado, Salvador nosso! Obrigado, Mãe Maria!