Sábado Santo: O Silêncio da Introspecção
“Arrependei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15)
1 – O Dia do Grande Silêncio: No Sábado Santo, a Igreja, entristecida pelos acontecimentos da Paixão, permanece em silêncio. Não se celebra a Eucaristia. É um dia de reflexão pessoal e profunda introspecção, que nos induz a perguntar: Por que tudo isso? O que é preciso mudar ou melhorar na nossa vivência do Evangelho?
2 – O Vazio Existencial: Por que tantos falam hoje em falta de sentido ou até em “náusea”? Por que as famílias se separam e o suicídio se repete? As perguntas aumentam e as respostas convincentes faltam porque o relativismo, o materialismo e o ateísmo crescem. A culpa, no entanto, é parcialmente nossa: não somos verdadeiros discípulos. Muitas vezes, pela omissão, imitamos Judas. É preciso voltar ao Cristo de todo o coração, alma e força. Cristianismo e covardia não combinam.
“O silêncio nem sempre é demonstração de covardia. Às vezes, torna-se a ocasião necessária para a introspecção e a conversão.”
3 – Redescobrir o Evangelho: É necessário redescobrir a Boa Nova para viver melhor. As perseguições podem até diminuir o número de fiéis, mas não apagam o cristianismo. O sangue dos mártires será sempre sementeira de novos cristãos. Ser cristão é tornar-se filho de Deus, irmão em Cristo e defensor da justiça pela vivência do amor e da solidariedade com os mais necessitados.
Conclusão: Que este sábado não seja um vazio, mas um espaço de silêncio fecundo que nos prepare para a luz da Ressurreição.