Segunda-Feira Santa: O Perfume da Gratidão e a Sombra da Ganância

Segunda-Feira Santa: O Perfume da Gratidão e a Sombra da Ganância

“Pobres terei sempre convosco, mas a mim nem sempre.” (Jo 12,8)

1 – O Acolhimento em Betânia: Acompanhemos a trajetória de Jesus ao encontro de Sua morte. Ele procurou conforto na casa de amigos — Lázaro, Marta e Maria — onde foi extraordinariamente bem acolhido. Ofereceram-lhe um banquete, no qual Maria ungiu Seus pés com meio litro de perfume precioso, perfumando todo o recinto. Num gesto de amor e carinho, enxugou os pés do Mestre com seus cabelos. Embora o gesto tenha desagradado a alguns, Jesus a defendeu: “O que ela está fazendo quer preparar-me para a sepultura”. Jesus não apenas defendia os pobres; Ele próprio se fez pobre, vivendo com e como eles.

2 – A Crítica de Judas: A felicidade neste mundo não foi duradoura nem para Jesus. Judas criticou a ação de Maria, questionando o “desperdício” e sugerindo que o valor deveria ajudar os pobres. O evangelista João, com perspicácia, acrescenta que ele dizia isso não por amar os necessitados, mas porque, sendo o ecônomo do grupo, costumava desviar as ofertas. Até parece que já estávamos no Brasil… onde ainda cresce espantosamente o número de aproveitadores e de quem rouba dos mais desfavorecidos.

“Não basta admirar a família de Betânia; é preciso imitá-la no acolhimento dos irmãos, mormente os mais necessitados.”

3 – Nossa Missão Hoje: E nós, cristãos de hoje, como agimos? Já compreendemos o alcance de nossa missão? A família de Lázaro colaborou de corpo, alma e coração com Jesus, deixando-nos um belo exemplo. Em tempos religiosamente tão fragilizados e confusos, o mundo necessita de verdadeiros discípulos: homens e mulheres convictos que vivam o que professam.


Desejo uma abençoada Semana Santa para todos.


+ Dom Carmo João Rhoden, SCJ
Bispo Emérito de Taubaté-SP

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