Segundo Domingo da Quaresma. 01/03/26.

Segundo Domingo da Quaresma

“Este é o meu filho amado, no qual eu pus todo o meu agrado. Escutai-o” (Mt 17,5b)

1 – Os tempos litúrgicos anunciados e vividos pela Igreja são momentos especiais de introspecção, circunspecção e de prospecção, como também de conversão a Cristo e de mudanças de atitudes: Renovação. Somos pecadores, mesmo que criados por Deus como seres bons e justos. O pecado, uma vez cometido, logo se multiplicou: Adão acusou Eva, esta acusou a serpente. Caim matou Abel e o dilúvio multiplicou mortes pelo mundo.

1.1 – E hoje basta ver e pensar um pouco. Quantos feminicídios, fratricídios, abortos, agressividades, roubos, guerras, fome e miséria. Para muitos, a vida parece ter perdido o sentido e se tornado um verdadeiro mistério.

2 – Por isso é preciso subir na vida hoje, mas com Jesus. Ele convidou três discípulos para subirem a montanha, onde se transfigurou diante deles para mostrar sua divindade. Quis provar que nada tinham a temer, pois Ele era, e ainda é, o Senhor de tudo e de todos, mesmo quando as nuvens continuam espessas, escuras e ameaçadoras.

3 – Jesus se transfigurou, mostrando que era “o Filho de Deus”, o Senhor. O medo, às vezes, é falta de coragem; outras vezes, é falta de fé e confiança em Deus ou em si mesmo. Jesus aproximou-se dos discípulos, tocou-os e disse: “Não temais”. Jesus não mudou; e nós???

“As nuvens nem sempre são ameaças de trovoadas. Podem ser sinal da presença de Deus, do inefável e do Todo-Poderoso.”

4 – As nuvens são reveladoras das intenções de Deus. No Tabor, Deus Pai abonou a atitude de Jesus afirmando: “Este é meu filho muito amado”. O Antigo Testamento também se mostrou presente através de Moisés e Elias, que dialogavam com o Senhor. “Escutai-o” foi a ordem recebida. Eles obedeceram! E nós hoje? Ao menos nós, cristãos? Respondei-me vós.


+ Dom Carmo João Rhoden, SCJ
Bispo Emérito de Taubaté-SP

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