Uma fonte de água que jorra para a vida eterna!
Estamos no terceiro domingo da Quaresma. O caminho pelo deserto rumo à vida nova não é isento de obstáculos, mas a Palavra de Deus nos deixa uma indicação reconfortante: Deus nos acompanhará em cada passo e nunca deixará de saciar a nossa sede de vida.
O Grito no Deserto (Ex 17,3-7)
A primeira leitura relembra o povo hebreu no deserto, acuado pela sede e pela dúvida. Eles questionam se Deus os libertou para a vida ou para a morte. Deus responde com um gesto extraordinário: faz brotar água do rochedo.
Isso nos ensina que a busca por uma vida melhor exige sacrifícios, mas o Deus salvador esteve, está e estará sempre empenhado em saciar a sede do Seu povo na travessia da história.
O Encontro no Poço (Jo 4,5-42)
No Evangelho, Jesus dialoga com uma mulher da Samaria junto ao poço de Jacó. Ele supera preconceitos étnicos, religiosos e de gênero para oferecer uma “água viva” que se torna uma nascente interna para a eternidade.
“Jesus esclarece que a adoração agradável a Deus não se limita a templos ou lugares, mas nasce do interior: ‘Os verdadeiros adoradores adoram o Pai em espírito e verdade’.”
A samaritana, ao descobrir a verdadeira fonte, larga o seu balde. O balde simboliza as antigas seguranças; agora, ela corre para anunciar que encontrou o Cristo, tornando-se a primeira missionária entre os samaritanos.
A Justificação pela Fé (Rm 5,1-2.5-8)
São Paulo reafirma que Deus nos oferece salvação de forma gratuita e incondicional. Sejam quais forem as nossas falhas, a misericórdia de Deus fala mais alto que o nosso pecado. Justificados pela fé, somos guiados em um êxodo definitivo rumo ao amor do Pai.
Conclusão: Qual é a sua sede?
Jesus continua dizendo a cada um de nós nesta Quaresma: “Quem beber da água que eu darei, esse nunca mais terá sede” (Jo 4, 14).
Somos convidados a identificar, neste itinerário quaresmal, nossas próprias sedes e carências mais profundas, aproximando-nos de Jesus com total confiança e verdade.